PORTFÓLIO DE PROJETOS
Projetos, performances, exposições e instalações que exploram corpo, palavra e ecologia

Sítio Cabocla Jupira
Espaço cultural rural em construção
O Sítio Cabocla Jupira é um lugar que se propõe a ser um centro cultural voltado para culturas populares e tradicionais, educação ambiental e espiritualidade. Localizado na zona rural de Brazlândia, próximo a escolas públicas de ensino fundamental e famílias agricultoras, está tendo suas bases construídas pelos princípios da bioconstrução, agroecologia e sustentabilidade. Pretende ser um local de difusão de conhecimentos nestas áreas através de cursos, oficinas, palestras e vivências, bem como produzir insumos para confecção de berimbaus, agbês, caxixis, e outros produtos artesanais. Irá abrigar encontros de capoeira, oficinas de musicalização, práticas circenses e de dança, além de oferecer ações educativas compartilhando conhecimentos sobre espiritualidades indígenas, asiáticas, cristãs e afro-diaspóricas.



CONTEMPLÁVEIS do apogeu
Exposição de arte com interatividade social
A mostra provoca a contemplação das obras como condutoras de novos valores que perpassam a antropologia, artes visuais, sociologia, urbanismo e meio ambiente em um rizoma que espelha bem a ocupação de Brasília e Entorno ao longo da urbanização do centro do Brasil. TKuri costura a reflexão sobre os rumos e opções da civilização contemporânea a partir de um questionamento sobre os impactos sociais, ambientais e humanos gerados pela sociedade industrial e sua lógica do progresso a qualquer custo.

Ecovozes pela Reciclagem
Websérie
Nesta série, mulheres catadoras da Central de Reciclagem do Varjão (CRV), compartilham suas histórias e seus olhares com o público. O encontro com elas aconteceu na Casa Aerada Varjão, espaço de arte que abrigou a exposição Contempláveis do Apogeu da artista e ativista TKuri. No dia 28 de fevereiro de 2024, ela promoveu uma abertura exclusiva da exposição para o grupo de catadoras, na qual guiou uma vivência sensibilizadora, envolvendo-as no processo reflexivo e artístico, fortalecendo o protagonismo feminino e a participação delas nas entrevistas para a série. Assista a série no canal Cerrado Ecoarte.

Capoeira na Quadra
Colaboração artística e vadiagem
Projeto de aulas regulares de capoeira na Asa Norte com foco em bem-estar, saúde e cultura, com orientação qualificada do Grupo de Capoeira Beribazu. Busca promover a coletividade de maneira acolhedora, utilizando os espaços públicos disponíveis, neste caso, as quadras de esporte da Asa Norte. Thaís Kuri atua na colaboração criativa para criação de uniformes e artes gráficas, e no apoio a organização de eventos. As aulas acontecem diariamente com o instrutor Guilherme nos seguintes locais e horários: Segundas e quartas, das 8h às 9h, na SQN 106/107 Terças e quintas das 8h às 9h30, na SQN 416 Sexta (musicalização) das 8h30 às 10h, na SQN 106/107 Visite o site e faça sua inscrição.



Arte Para a Liberdade
Projeto Socioeducativo
Realizado na Unidade de Semiliberdade de Taguatinga 2 - UST2, da Secretaria de Justiça do Distrito Federal - SEJUS. Durante o tempo em que os adolescentes cumprem medidas socioeducativas, são oferecidas oportunidades de reflexão sobre temas relevantes da vida em sociedade: amizade, trabalho, valores, como lidar com emoções. Propomos práticas colaborativas para que sintam o poder da criação conjunta. Arte para a Liberdade foi o título da exposição realizada na UST2, em fevereiro de 2020. A Semiliberdade é uma medida instituída pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que atua sob o paradigma da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, promulgada pela ONU em 1959, de acordo com a qual crianças e adolescentes são sujeitos de direitos e pessoas em desenvolvimento, necessitando portanto da proteção integral mantida em esforços conjuntos entre a família, da comunidade e do poder público. Sim, isto significa que você, comunidade, é responsável também por estas pessoas em desenvolvimento! Portanto, o intuito desta exposição foi aproximar a comunidade de um lado pouco conhecido destes jovens em atendimento: a criatividade, a possibilidade de criar beleza ao exercitar a imaginação e a técnica. Foram expostas 37 obras, realizadas desde setembro de 2019, período no qual se iniciou o atendimento especializado em Artes na unidade. O trabalho se encerrou em 2021.

Cerrado Ecoarte
Imersão criativa e desdobramentos
Projeto de educação e difusão de expressões artísticas e culturais do Cerrado para despertar o olhar sensível da conservação à luz da ecologia profunda. Um projeto apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal - FAC/DF para a realização de um programa de Residência Artística no Jardim Botânico de Brasília, com caráter formativo: foram oferecidas 15 palestras e oficinas nas áreas de arte, ecologia, sustentabilidade, cultura e povos tradicionais do Cerrado, sendo 8 delas abertas também ao público em geral. A programação da residência iniciou-se no dia 05 de julho, e encerrou-se no dia 16/07/2019, com a abertura da exposição ao público, totalizando 11 dias de imersão. Foi feita uma convocatória internacional, e houve a participação de 9 artistas provenientes de diferentes estados do Brasil e três continentes. Após esta experiência, houve a publicação de um livro digital em formato PDF que reuniu os escritos dos(as) artistas, palestrantes, formadores e convidados especiais. Entregamos ainda o evento de lançamento do livro digital Cerrado Ecoarte, uma roda de conversa virtual, aberta ao público e transmitida pelo aplicativo Zoom. Na ocasião do pré-lançamento, na Semana do Cerrado, foram oferecidas oficinas e rodas de conversa através das redes sociais do projeto, com emissão de certificado de participação on-line.

Corpo, Espaço, Ação!
Espetáculo de dança contemporânea
“O que proponho é devolver o corpo às pessoas” Klauss Vianna, 1990. Este projeto surge da necessidade de trazer os sentidos de volta ao mundo. As atividades do dia-a-dia tornaram-se mecânicas, anestesiadas, assim como as sensações envolvidas nelas. O corpo tornou-se um mero instrumento de realização de tarefas, uma ferramenta de brutalização, sob uma rotina automática de trabalho. Há muito perdeu-se a conexão entre o corpo e as sensações. Quando se pensa em sentimentos e afetos, hoje em dia, remete-se quase imediatamente a sentimentos abstratos, imaginativos, mentais. O corpo é, na verdade, a materialização pura de tudo que sentimos e pensamos. É preciso reconectar corpo e afetos, o quanto antes!


Mulheres que Dançam com os Lobos
Vivências em dança e arte-terapia
Este é um projeto de vivências artísticas inspiradas nos contos do livro Mulheres que Correm com os Lobos. O Livro é a tese de doutorado da professora Clarissa Pínkola Estés, psicoterapeuta Junguiana e contadora de histórias Estado-Unidense, e foi lançada na década de 90 atingindo grande notoriedade por todo o mundo. Para cada encontro, é escolhido um conto. As vivências têm duração de três horas, e englobam a leitura do conto, relaxamento, meditação, práticas de consciência corporal, práticas criativas individuais e em grupos, utilizando materiais e técnicas diversas. Ao final, uma roda de conversa para exprimirem suas experiências, insights e emoções. Mulheres de 16 a 56 anos já participaram desta vivência, relatando momentos de encontro consigo, autodescoberta e revitalização da autoconfiança. Estes elementos são fundamentais para uma vida saudável, equilibrada e motivada, mas diante dos desafios e opressões cotidianas, é necessário estar sempre em contato com espaços de vivência terapêutica para renovar sua existência.




Tai Chi na Mata
Vivência de saúde integrativa
O Tai Chi é uma técnica milenar chinesa de controle da energia (chi ou ki) através da movimentação e meditação. Tendo suas raízes na arte marcial, possui em essência uma visão integrada à superação do paradigma das dualidades entregando-se à unidade, e ao vazio criativo. Sua prática leva não somente à saúde integral, mas a uma transformação na forma de ver a vida e enfrentar os desafios cotidianos da experiência humana. A base filosófica sobre a qual o Tai Chi se fundamenta é a corrente ideológica Taoísta. O Tai Chi se orienta pela teoria do Yin-yang, opostos complementares, entre cheios e vazios, quando damos os passos, fazemos a respiração ou os movimentos de expansão e contração. São buscadas as linhas curvas, na simbologia da espiral infinita, na qual as duas energias do Tao se opõem e se complementam. Os monges guerreiros que originaram a prática do Tai Chi eram hábeis artistas marciais, e ao mesmo tempo, especialistas em saúde, além de eruditos em outras artes, como música, caligrafia, etc. Como cientistas e astrólogos, utilizavam estas descobertas para não só aumentar o cultivo das colheitas, mas também para conseguir um melhor crescimento do ser humano. As aulas ao ar livre em reservas ambientais do projeto Tai Chi na Mata visavam introduzir à filosofia do Tao e proporcionar exercícios que trabalham a mente e corpo de forma integrada e ativa, ativando a conexão com a natureza e a consciência ambiental.

Corpo Criativo
Oficina de dança contemporânea
Após treze anos de experiência na área da dança, TKuri decidiu compartilhar seus conhecimentos e filosofia corporal. Neste workshop, são apresentamos ferramentas para libertar a criatividade intensificando o estado de presença, reconectando mente e corpo. Traz saberes do taoísmo e técnicas de de educação somática voltadas para a sensibilização cênica. Este curso estimula a reconexão da aluna e do aluno com o próprio corpo e a respiração, trazendo o despertar da consciência corporal, alinhada com uma visão de mundo que abraça a mudança, o movimento e a transformação como forças inerentes à vida - a filosofia taoísta, que é base para a prática de arte marcial chamada Tai Chi Chuan, da qual Thaís é instrutora desde 2015.




Eles Passam Enquanto Ela Passará
Intervenção Urbana
Com esta intervenção a artista tem a intenção de provocar uma marca na paisagem cotidiana da transeunte, “arte não monumento, não obra, não objeto, composição urbana (C.U.)” (Corpos Informáticos, MEDEIROS et. al., 2011:18). Enquanto a C.U. se apresenta no cotidiano como ruído paisagístico, emerge um contexto de ficção, uma personagem: ser dançante que interage com as árvores, propondo um duetto, que transita pela urbis ora como transeunte, ora como objeto estranho na paisagem. As árvores, antes objetificadas, são descoladas da paisagem no instante performático para se tornar um par neste dueto. Ao repetir a mesma estrutura em diversas cenas urbanas, Kuri estabelece um diálogo com a massificação dos espaços construídos pelo ser humano e o aprisionamento de seres vivos em elementos inócuos, decorativos. Já aconteceu em doze cidades: Rio de Janeiro (RJ), Nova Friburgo (RJ), Berlim (Alemanha), Curitiba (PR), Dresden (Alemanha), Portland (EUA), Roma (Itália), Florianópolis (SC), Olhos D’água (GO), Governador Valadares (MG), Itaoca (ES) e Brasília (DF).




Pic Nic Maquiagético
Performance Participativa
Desenvolvida no Departamento de Artes Cênicas da UnB, orientada pelo professor Marcello Girotti, com participação de Ana Brandão, Lidiane Lélis, Rodrigo e Lindomar, a pesquisa tinha como pergunta central: Somos livres para sermos como acreditamos que devemos ser? A performance foi realizada em Brasília em diferentes espaços: Torre de TV, Departamento de Artes Cênicas da UnB, Reitoria da UnB, e CLN 205. Culminou com a apresentação na Prague Quadrennial 2015 - PQ15, o maior evento mundial de design para cena, na praça Jungmannovo, Praga, República Checa.
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

