O MÉTODO
Quatro módulos complementares que exploram diferentes dimensões da relação entre corpo, palavra e criação artística
OS 4 MÓDULOS
Cada módulo é uma jornada única de descoberta e expressão
Sensassom
Módulo que explora a relação entre sensação e som através do corpo, desenvolvendo a escuta sensível e a percepção corporal.
Palavrimagem
Explora a intersecção entre palavra e imagem, enriquecendo referências e ativando a resposta cinestésica na dança.
Leitura Louca
Propõe uma abordagem experimental e libertadora da leitura, explorando diferentes formas de interpretar e performar textos.
Composição
Integra todos os módulos anteriores em processos criativos de composição artística, gerando obras autorais.
COMPROMISSO COM ACESSIBILIDADE
Todas as oficinas do método O Movimento da Palavra são desenvolvidas com recursos de acessibilidade, incluindo LIBRAS, audiodescrição e materiais adaptados. Acreditamos que a arte deve ser acessível a todos os corpos e todas as formas de percepção.
DANÇAR EM RITMO DE POESIA
Idealizado em 2014, este projeto contou com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), e teve início em 2016. Sua primeira ação foi oferecer uma oficina formativa de 20h-aula, que teve lugar na Cia Lábios da Lua, espaço cultural situado no Gama-DF.
De 2014 a 2016, a artista atuou neste espaço cultural como professora de dança, preparadora corporal para o teatro, e na gestão de projetos.
"É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que enfim assinei o contrato com o FAC e tive o recurso depositado na conta, dando início ao projeto Movimento da Palavra. Após meses de preparação e pré-produção, o primeiro ensaio. O texto de Clarice Lispector, trecho do livro Água Viva, é o que motiva a criação inicial. (...) O texto fala da efemeridade do momento presente, com a típica linguagem Lispectoriana, que envolve e nos transporta para uma outra dimensão de (des)entendimento de ser."
— Texto retirado do blog que compartilha o processo criativo
A oficina formou sete pessoas, que atuaram na segunda fase do projeto como mediadoras durante as sessões de declamação performática. As mediadoras ficavam inseridas na plateia como espectadoras e somente ao final da sessão começavam a interagir com as performers, entrando no jogo da dança, e convidando os demais a participarem também.
PERFORMANCES EM BIBLIOTECAS
10 BIBLIOTECAS EM REGIÕES DE VULNERABILIDADE SOCIAL
Alunas e alunos de escolas públicas do Ensino Fundamental estiveram presentes, bem como a comunidade em geral. Itapoã, Santa Maria, Ceilândia, Sobradinho, Estrutural, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Gama e Samambaia foram as cidades que receberam o projeto.
DAS BIBLIOTECAS AOS TEATROS DE BOLSO
Nos ensaios das declamações performáticas, Thaís Kuri e Medusa Victória levaram a um novo patamar as investigações corporais iniciadas na oficina, traçando um fio condutor temático entre os textos de Clarice Lispector, Nicolas Behr e Arnaldo Antunes, que inspiraram a criação.
A movimentação corporal seguia pautas criadas através da metodologia, adaptáveis ao espaço, uma vez que seriam executadas em bibliotecas que possuíam diferentes conformações de espaços e tamanhos. A surpresa e a improvisação estiveram em todo o processo.
Medusa Victória, que fora aluna de Thaís desde 2014, demonstrou o seu talento e criatividade, tornando-se colaboradora e parceira nesta e em outras criações. Sua expressividade vibrante e presença de palco trouxeram uma riqueza para as declamações.
Aliadas ao olhar perspicaz e à criatividade técnica de Thaís, a combinação de talentos fez surgir um trabalho corporal que pedia continuidade, um aprofundamento. Da pesquisa criativa, nasceu o espetáculo coreográfico “Profunda Superfície”, uma narrativa em que voz e corpo fluem articulando questões da fragilidade humana em meio à vastidão de Brasília.
PROFUNDA SUPERFÍCIE
Nesta fase de apresentações, Leandro Sena, Ayla Pereira e Valério Ribeiro se juntaram ao projeto, nas funções de cenotécnica e sonoplastia. Ivo Mateus Alvim criou a iluminação, que ganhou um papel importante na construção cênica, compondo com os ritmos e espaços do corpo. Ana Paula Zarsque criou o figurino, e o cenário foi feito em colaboração entre TKuri e Jorge Hais, prezando por materiais flexíveis e adaptáveis aos mais diversos espaços cênicos.
Pensado em uma estética intimista, com pitadas de surrealismo e deboxe, o espetáculo circulou por espaços culturais de todas as regiões do DF entre 2017 e 2019.
A PALAVRA SEGUE EM MOVIMENTO
A metodologia pedagógica desenvolvida durante o projeto foi aplicada no Sistema Socioeducativo do DF, com a oficina Palavrimagem, que buscava oferecer uma possibilidade de expressão criativa e reflexão através do contato com a poesia visual e concreta.
Estas oficinas aconteceram nos meses de julho de 2018 e janeiro de 2019, na Unidade de Internação de Santa Maria e na Unidade de Semiliberdade Feminina do Guará.
SERTÃO EM SI
Em 2019, Valério Ribeiro deixa os bastidores e assume o palco, fazendo o duo com Medusa Victória em Profunda Superfície, e no processo criativo de Sertão em Si, espetáculo em desenvolvimento pelo método movimento da palavra e com inspiração no livro Grande Sertão Veredas e na experiência O Caminho do Sertão - Caminhada Ecosocioliterária da qual TKuri participou em 2016. Este processo criativo gerou três solos de dança para a tela, que estrearam em 2021 e estão disponíveis em vídeos no canal do YouTube Cerrado Ecoarte: @cerradoecoarte7157.
ESPETÁCULOS DA NOVA GERAÇÃO
O Movimento da Palavra germinou sementes e abriu trilhas para jovens artistas caminharem com suas explorações criativas. Assumindo a liderança de seus processos, Medusa Victória e Valério Ribeiro dirigiram três montagens de espetáculos utilizando este método: “Delírios do Tempo”, “Delírios do Tempo: Machine”, e “Santa Profana - Não me dê Flores”, que estrearam respectivamente em dezembro de 2022, agosto de 2023 e julho de 2024 na Cia Lábios da Lua, Gama-DF.
“Delírios do Tempo foi a primeira peça teatral que assinei como diretor. Na época, eu já trabalhava como ator na Cia Lábios da Lua, companhia na qual iniciei meus estudos teatrais em 2014. Após o fim da pandemia de COVID-19, em 2022, a Cia decidiu retomar suas atividades com oficinas de teatro para iniciantes. Saíamos de um momento marcado pela tragédia e pela reclusão — foram meses dentro de casa, acompanhando o desenrolar de uma pandemia que matou mais de 700 mil brasileiros. Por isso, retomamos as oficinas ainda com certo medo e receio. Foi então que decidimos aplicar o método O Movimento da Palavra. Este método exige uma disponibilidade corporal significativa. Dessa forma, se mostrou uma ferramenta útil para recomeçar, ressignificando não apenas o próprio espaço, mas também o do outro.”
“Estar no lugar de direção e, ao mesmo tempo, de facilitadora de uma oficina que se desdobra na construção de um espetáculo é, antes de tudo, assumir uma responsabilidade que atravessa a técnica, a estética e toca profundamente o campo do cuidado, da escuta e da reconstrução de narrativas. Enquanto mulher preta e periférica, não existe separação entre quem eu sou e a maneira como conduzo esse processo. Minha trajetória, minhas dores, minhas conquistas e, sobretudo, minha resistência, são partes fundamentais dessa construção.
Em Santa Profana: Não me dê flores, a criação não parte de conceitos abstratos, mas da vivência concreta das mulheres que compõem esse coletivo. São mulheres diversas, de histórias cruzadas pela intersecção entre gênero, raça e classe. Mulheres que carregam silenciamentos, violências e invisibilidades, mas também carregam força, espiritualidade, potência e uma urgência latente de dizer, de se colocar, de existir plenamente.
A metodologia adotada, fundamentada no Movimento da Palavra, surge justamente como uma ferramenta para transbordar essas narrativas de forma poética, sensível e potente, sem que o processo se tornasse mais uma experiência de dor expositiva. A palavra, aqui, não é só discurso — ela é corpo, ela é gesto, ela é som, pausa, respiro e vibração. É matéria viva.”
ARTE INCLUSIVA
Em 2025 demos início a uma fase de pesquisa para compreender de que maneira a prática de dançar poesia se aproxima da linguagem utilizada pelas pessoas surdas - a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Entre abril e junho de 2025 foram realizadas dez oficinas do método em diferentes Regiões Administrativas de Brasília (Gama, Recanto das Emas, Taguatinga e Guará), envolvendo o grupo fechado de pesquisa – formado por pessoas surdas e ouvintes – quanto a grupos abertos em escolas públicas e espaços comunitários. A pesquisa, de natureza qualitativa, fenomenológica e exploratória, valeu-se de instrumentos como observação participante, registros em vídeo, diários de bordo e entrevistas, orientando-se por uma postura cartográfica. A partir desta experiência, foram produzidos os vídeos didáticos disponíveis neste site. Esta pesquisa e outras fases do projeto tiveram recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal - FAC/DF.
REGISTROS DO PROJETO
Momentos marcantes de performances e oficinas
CLIPPING DO PROJETO
Registros audiovisuais de oficinas, performances e apresentações do Movimento da Palavra
O Movimento da Palavra - Apresentação
Vídeo 1Introdução ao projeto e seus objetivos pedagógicos
Oficina em Ação
Vídeo 2Registro de oficina com participantes explorando corpo e palavra
Performance Poética
Vídeo 3Declamação performática em espaço público
Metodologia Aplicada
Vídeo 4Demonstração prática das técnicas do método
Depoimentos
Vídeo 5Participantes compartilham suas experiências
Processo Criativo
Vídeo 6Bastidores e desenvolvimento das performances
Apresentação Final
Vídeo 7Resultado do trabalho desenvolvido nas oficinas
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

